A Casinha feliz
PALAVRA DE PROFESSOR

 

A Casinha Feliz


Leda Fraguito Esteves de Freitas*

“A Casinha Feliz” é mais do que uma cartilha. É um conto infantil que mostra a vida de uma família e se desenvolve através de teatro, jogos e brincadeiras. Por isso, a sala de alfabetização se transforma num espaço interativo de aprendizagem, sonho de todo educador. As crianças se envolvem na experiência fascinante da leitura e da escrita e os resultados são alcançados com rapidez e eficácia.
O método proposto pela “Casinha Feliz”, gestado ao longo de muito estudo e observação do comportamento infantil é, na sua essência, lúdico.
No entanto, o que há de completamente novo e diferente no método é que as letras são personagens da história e aparecem associadas a imagens que sugerem sons: as figuras – fonema.
No uso da figura – fonema, reside o segredo da eficácia deste método.
Nele é essencial o surgimento da letra como personagem que tem vida, características próprias e que pode ser vista, escutada, tocada, apalpada, sentida, acariciada e até cheirada pelas crianças. Alguns têm, mesmo, sua canção ou seu perfume e todas, com exceção da “cadeirinha” (que é o h), têm seu barulhinho que é o som característico do fonema.
Interessante é observar quão moderna é a proposta desse método criado há mais de quarenta anos: as letras são personagens que, integrados à vida cotidiana ou servindo a histórias fantásticas, dialogam com as crianças e com os adultos que vivem na “Casinha Feliz” e com as crianças e os adultos na sala de aula.
Esta forma de trabalhar a letra torna mínima a necessidade de memorização e possibilita apresentar vários fonemas em um mesmo dia com sucesso.
A rapidez com que os alunos se alfabetizam favorece sua autonomia e abre imensas possibilidades ao desenvolvimento da leitura e à produção dos mais diferentes tipos de texto ao longo do ano letivo. Para tanto, a sala de aula de “A Casinha Feliz” deve ser, desde o primeiro dia, o lugar do livro de história, da gravura, do poema, do texto ilustrado pelas crianças, da pesquisa no jornal e na revista, das lendas e parlendas, das adivinhações, do desenho, da pintura, da expressão do próprio pensamento e do diálogo com o outro.


*Leda Fraguito Esteves de Freitas é Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro